Peripécia

Entradas do Agosto 2008

Holodeck

Agosto 28, 2008 · Deixe um comentário

De forma simplificada, holodeck é a parte mecânica que possibilitaria a realidade virtual nos moldes como é mostrado em Jornada nas Estrelas, ou seja, algo tão real quanto a própria realidade. Já existem vários ambientes de realidade virtual – com ou sem máquinas por trás. Os jogos de rpg são exemplos de imersão numa outra realidade sem o aparato tecnológico, e o cinema 3D de uma imersão decorrente de um aparato. Contudo, a maquinaria que está por trás das telas 3D e de jogos como MUD ainda não são holodeck, pois não proporcionam uma realidade virtual tão real quanto a nossa realidade.

Contudo, uma grande preocuação ligada ao estudo do holodeck é em relação ao futuro das narrativas. O holodeck é um aparato tecnológico, mas com grandes implicações sobre as formas futuras de narrativas, o que chamamos de narrativa no ciberespaço.

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The Sims

Agosto 28, 2008 · Deixe um comentário

The Sims é um jogo de simulação social. Para iniciar o jogo é preciso criar uma família e definir as características físicas e de personalidade de cada membro. Para cada família criada é atribuída uma quantia de dinheiro com a qual se deve adquirir uma casa ou construir uma, e os personagens possuem tanto despesas como formas de conseguir mais dinheiro.

Há um lado de Inteligência Artificial que se revela quando o jogador não quer controlar diretamente a vida de seus personagens. As atitudes independentes do Sims levam em consideração as características inicialmente definidas e mais algumas outras variáveis do jogo e características intrínsecas.

Apesar de ser uma simulação, o que faz de The Sims um jogo é o fato de o usuário vivenciar situações do dia-a-dia sem precisar se ater às regras existentes no mundo real (o que talvez seja a explicação do sucesso do game). O grande atrativo é que tudo pode ser feito sem nenhuma conseqüência. As regras nesse ambiente virtual são diferentes das regras sociais que enfretamos. Dessa forma, The Sims também pode ser visto como uma simulação simplificada: o trabalho doméstico, por exemplo, é reduzido se comparado à realidade, já as narrativas que envolvem lazer são ampliadas. Outro ponto importante desse jogo é que as características dos Sims podem ser modificadas. Assim, se um Sim está muito agressiivo, o jogador poderá simplesmente mudar sua personalidade. Tudo isso dá a sensação de controle e poder onipotente para o jogador, apesar disso não ser completamente verdade.

Em 2003 foi lançado o The Sims online, que possui um fator bastante intrigante: agora os jogadores convivem com pessoas reias, mas sob regras lúdicas, ou seja, a realidade virtual que antes estava limitada ao computador do usuário agora é aberta para qualquer um. Não existe personagem bom ou ruim, pois eles não assumem nenhuma postura moral, o que dá ao jogador uma liberdade ainda maior.

Mas apesar de The Sims permitir que se crie sua própria narrativa, isso não significa que o jogo seja totalmente aberto. O jogo traz um cenário típico dos subúrbios abastados norte-americanos e, até por isso, tudo induz ao consumo.

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Ambientes imer… o quê?

Agosto 25, 2008 · Deixe um comentário

Ambientes imersivos possuem um nome bem sugestivo e eu não deveria precisar explicar muito, mas preciso. É aquele tipo de assunto que todo mundo acha que sabe, porém é só expremer um pouco a pessoa para você ver como não sai nada além daquele senso comum bastante superficial.

Ambientes imersivos são aqueles que provocam uma imersão perceptiva a ponto de estimular os sentidos do usuário, ou seja, de uma certa forma provocam a ilusão de uma outra realidade. A televisão, o cinema e os ambientes digitais são categorizados como ambientes imersivos de experiência exteriorizada, enquanto rituais religiosos e drogas são tidos como experiências interiorizadas. No contexto computacional, esses ambientes podem ser interpretados como aqueles que incitam o visitante a participação devido a ilusão criada. Se temos a sensação de estar num castelo medieval, nossa vontade será a de explorá-lo. Dessa forma, a imersão é usada como artifício para destruir a barreira entre realidade e representação.

Dispositivos de imersão podem ser encontrados ao longo de toda a história humana, contudo, agora a tecnologia permitiu a imersão interativa em ambientes que são alterados pelas ações dos sujeitos, e para que o indivíduo tenha a sensação de estar numa outra realidade, é preciso que essa interação seja realizada em tempo real.

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