The Sims é um jogo de simulação social. Para iniciar o jogo é preciso criar uma família e definir as características físicas e de personalidade de cada membro. Para cada família criada é atribuída uma quantia de dinheiro com a qual se deve adquirir uma casa ou construir uma, e os personagens possuem tanto despesas como formas de conseguir mais dinheiro.
Há um lado de Inteligência Artificial que se revela quando o jogador não quer controlar diretamente a vida de seus personagens. As atitudes independentes do Sims levam em consideração as características inicialmente definidas e mais algumas outras variáveis do jogo e características intrínsecas.
Apesar de ser uma simulação, o que faz de The Sims um jogo é o fato de o usuário vivenciar situações do dia-a-dia sem precisar se ater às regras existentes no mundo real (o que talvez seja a explicação do sucesso do game). O grande atrativo é que tudo pode ser feito sem nenhuma conseqüência. As regras nesse ambiente virtual são diferentes das regras sociais que enfretamos. Dessa forma, The Sims também pode ser visto como uma simulação simplificada: o trabalho doméstico, por exemplo, é reduzido se comparado à realidade, já as narrativas que envolvem lazer são ampliadas. Outro ponto importante desse jogo é que as características dos Sims podem ser modificadas. Assim, se um Sim está muito agressiivo, o jogador poderá simplesmente mudar sua personalidade. Tudo isso dá a sensação de controle e poder onipotente para o jogador, apesar disso não ser completamente verdade.
Em 2003 foi lançado o The Sims online, que possui um fator bastante intrigante: agora os jogadores convivem com pessoas reias, mas sob regras lúdicas, ou seja, a realidade virtual que antes estava limitada ao computador do usuário agora é aberta para qualquer um. Não existe personagem bom ou ruim, pois eles não assumem nenhuma postura moral, o que dá ao jogador uma liberdade ainda maior.
Mas apesar de The Sims permitir que se crie sua própria narrativa, isso não significa que o jogo seja totalmente aberto. O jogo traz um cenário típico dos subúrbios abastados norte-americanos e, até por isso, tudo induz ao consumo.
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